domingo, 30 de janeiro de 2011

Um olhar reflexivo para a educação pública brasileira

Os números comprovam: : a educação pública brasileira adota um modelo de"educação pobre para pobre". E não são só os números do Ideb (quando mostra uma pequena porcentagem de escolas aprovadas) que torna essa afirmação coerente, a própria média adotada pelo MEC para o longuínquio prazo de até 2021 denuncia essa situação. O que ocorre é que o processo educativo é conduzido dissociado dos parâmetros nacionais de avaliação da qualidade da educação. Geralmente, o que está sendo ensinado e a maneira como está se dando esse processo, não condiz com as expectativas dos alunos nem dos órgãos avaliadores. Na realidade, por vezes, as práticas escolares cotidianas não são emancipatórias, nem consideram as reais necessidades dos alunos e acabam por frustar suas perspectivas de vida intelectual e cultural.

A escola é o lugar onde o sujeito deve adquirir habilidades necessárias para exercer a cidadania de forma livre e autônoma. Entretanto, o que vivemos no momento é uma repetição, uma mera transmissão de informações em atividades descontextualizadas que estão longe de ser consideradas situações de aprendizagem . Agindo assim, a escola dificilmente cumprirá seu papel de formação política, e como escreveu o mestre Paulo Freire, a pobreza política é o que nos torna "vulneravéis sociais", presas facéis dos opressores, inaptos a promover e desfrutar da democracia.

Precisamos mudar nossa prática, sair do mecanismo cômodo da repetição pra a dinâmica do novo, contextualizado, embasado teoricamente, com possibilidades de tornar-se ponto de partida para uma discussão, uma pesquisa, uma busca autônoma pelo conhecimento. O caminho é a promoção de uma aprendizagem que atinga todas as dimensões da educação contribuíndo com a formação integral dos sujeitos e isso depende muito mais de nós educadores do que dos órgãos oficiais da educação. Pensemos nisso!

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